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Governador do Piauí fala sobre retomada de programa semelhante ao ‘Mais Médicos’

Publicado em: 29/7/2019

Wellington Dias (PT) sugere que médicos formados fora do país possam completar “grade” em instituições públicas, e em troca trabalharem em áreas carentes

Luiz Felipe Fernandez / Matheus Morais
Foto: Matheus Morais/Bahia.ba
Foto: Matheus Morais/Bahia.ba

 

Em encontro com líderes do Nordeste, na manhã desta segunda-feira (29), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o governador do Piuaí, Wellington Dias (PT), defendeu um programa apresentado pelo Ministério da Saúde como um possível substituto do “Mais Médicos”.

Segundo ele, o prejuízo desde o fim do programa que trouxe ao Brasil profissionais cubanos para atender em regiões carentes foi “considerável”, já que deste então, a frequência dos médicos nas cidades diminuiu e o custo ficou maior para os municípios.

Na busca por uma “alternativa” para o “Mais Médicos”, junto com os outros governadores que formam o Consórcio do Nordeste, o petista recebeu do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, um projeto que está preste a ser concluído, batizado agora de “Médicos do Brasil”. Ele enalteceu a proposta do governo e elogiou a iniciativa de dividir as remunerações, em um valor fixo e o outro variável, ligado aos resultados.

Outro ponto citado por Wellington Dias foi a respeito dos “19 mil médicos brasileiros” que fizeram faculdade em outros países, principalmente Argentina e Bolívia, conhecidos por curso de menor custo. Para o governador, uma possibilidade apresentada pelo Consórcio será a de que estes profissionais possam concluir a “grade” em universidades públicas, para revalidar o seu diploma, e em troca seriam realocados para trabalharem em cidades carentes do Nordeste.

“Temos 19 mil médicos brasileiros que fizeram curso de medicina em outro país e esse curso não é reconhecido aqui no Brasil. Estamos apresentando uma alternativa para que, nas universidades públicas, principalmente estaduais – mas também com possibilidade para federais – termos a condição de completar a grade exigida pela legislação brasileira com o curso de medicina, e com isso validar os diplomas desses profissionais […] E ter em contrapartida esses profissionais trabalhando em regiões onde a gente precisa”, explicou Dias.

Questionado pelo bahia.ba sobre os rumores de Flávio Dino (PCdoB) e Rui Costa (PT) como nome para as eleições presidenciais de 2022, o governador do Piauí despistou. Para ele, se tratam de “dois líderes extraordinários”, mas diz que prefere aguardar, no mínimo, as eleições municipais, para poder discutir o assunto.

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