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Julho das Pretinhas leva conscientização para público infantil

Publicado em: 26/7/2019
No Dia Internacional da Mulher Latino-Americana e Caribenha, comemorado nesta quinta-feira (25), o Cine Teatro Solar Boa Vista recebeu a estreia do projeto Julho das Pretinhas. Como parte da programação, foram realizados um debate sobre a lei 10.369/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, e uma oficina de contação de histórias para o público infantil.
A abertura foi marcada também pela entrega de placas para as madrinhas do projeto, a comandante da Base Comunitária de Segurança (BCS) da Santa Cruz, capitã Sheila Barbosa, e a idealizadora do Instituto de Beleza Essência dos Cachos, Flávia Santana. A estreia do Julho das Pretinhas coincide com o aniversário de 35 anos do Cine Teatro Solar Boa Vista, espaço mantido pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult).
O projeto é voltado para crianças e adolescentes com idades entre 2 e 15 anos e tem entre os objetivos o fortalecimento e a valorização das mulheres negras. As atividades incluem oficinas lúdico-criativas, ciranda das palavras, feira brincante, exposição, desfile das mais belas pretinhas e um sarauzinho.
A coordenadora da iniciativa, a atriz Cássia Vale, explica que a ideia surgiu de uma contação de histórias. “É um trabalho coletivo, que começou a partir de uma oficina que fui realizar no Centro Educacional Maria Felipa sobre o meu livro ‘Calu – Uma menina cheia de histórias’. Depois da resposta que tive lá, propus à instituição essa iniciativa em alusão também ao Julho das Pretas, que é uma referência a nós mulheres negras. Com isso, decidimos promover esta ação para as nossas pequenas, que são as mulheres negras do futuro”, afirma Cássia.
A programação segue até sexta (26) junto ao público das escolas das redes municipal e estadual, além das instituições privadas. Segundo a organizadora do evento, Sandra Oliveira, cerca de 100 crianças participam das atividades. “É um evento para trabalhar a conscientização e a autoestima das meninas negras, mas sem esquecer que os meninos precisam aprender a respeitar e valorizar essas futuras mulheres. Em paralelo, conseguimos sensibilizar para a importância da leitura”, diz Sandra.
A fisioterapeuta Francileide França levou as duas filhas de 2 e 7 anos para o Cine Teatro Solar Boa Vista nesta quinta-feira (25) e destacou que a iniciativa ajuda no entendimento das questões raciais. “Este é um evento importante para mostrar às minhas filhas a diversidade do nosso país e, ao mesmo tempo, a importância de cada raça que constitui a nossa sociedade. É um debate que deve ser fomentado dentro e fora da sala de aula e, com isso, reforçar também a força da mulher negra na nossa sociedade”.
Repórter: Jairo Gonçalves

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